...existe uma cidade, imensa, intensa e existem inúmeras pessoas, com tantas semelhanças e com tantas diferenças, mas que ambas as características são o exato para que as mesmas continuem unidas. É o tom de voz, o distante e o perto do olhar, o cheiro que o vento te traz e é o abraço que torna o violento das coisas em um mais calmo. Não é seu e não precisa ser seu, mas faz parte de você no seu âmago e no grau certo, ao meu passado, do meu presente e ao meu futuro não tão distante assim.
- Kanoon
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Das Práticas...
...eu sempre tento buscar meus defeitos ou coisas que não gosto em mim pra tentar consertá-las. Umas são mais difíceis, outras nem tanto.
Ultimamente eu venho "praticando" alguns pontos de vista e formas de pensar diferentes. Vejo isso como prática porque são coisas que eu quero me acostumar, pra que comecem a vir sem tanto esforço a mim, são coisas com as quais não estou acostumado.
- PRÁTICA DO DESAPEGO AO PASSADO: foi um dia que eu percebi que eu não conseguia largar do meu passado, e o quanto isso me atrapalhava. Então eu resolvi deixar a maioria das coisas pra trás mesmo, onde elas pertencem. Eu acho que é importante olhar pro passado, pra sempre lembrar do que já aconteceu e não cometer os mesmos erros, mas sem se prender a ele.
- PRÁTICA DO NÃO CHEGAR ATRASADO: eu sempre chego atrasado quando marco alguma coisa com alguém, acho isso chato pra kct. Não gosto de esperar então não vou fazer ficarem me esperando também -.- (Prática do Não Faça Com os Outros o Que Não Quer Que Façam Com Você que eu tenho desde sempre :3)
- PRÁTICA DO NÃO-STRESS: esse eu comecei duas semanas antes de tirar minhas férias. Eu me irrito demais com coisas muito pequenas e bobas, então eu decidi que não ia me estressar nesse período antes das férias. Depois que voltei, achei melhor continuar com essa prática.
- PRÁTICA DA SIMPLIFICAÇÃO DE VIDA: pois é, né.. Eu adoro complicar as coisas, mais do que ninguém. E isso é muito cansativo, então resolvi tentar simplificar tudo que puder. Ao contrário do que as pessoas que pensam simples dizem, não é TUDO que é assim, simples. Pensar dessa forma traz uma certa irresponsabilidade, do meu ponto de vista, mas também não tem necessidade de complicar tudo.
- PRÁTICA DA NÃO CRIAÇÃO DE EXPECTATIVAS: essa é a mais recente, depois de me dar conta de que eu fico criando expectativas que não existem e só quebro a minha cara. O problema é que não criar expectativas me deixa ansioso pra que as coisas aconteçam logo pra eu saber o que vai acontecer, que nos leva ao próximo item.
- PRÁTICA DA NÃO ANSIEDADE:auto-explicativa. O jeito é ter paciência e esperar as coisas acontecerem naturalmente (letra de pagodão \õ/). Até lá, não esquentar com isso (vide simplificar as coisas, etc).
Ultimamente eu venho "praticando" alguns pontos de vista e formas de pensar diferentes. Vejo isso como prática porque são coisas que eu quero me acostumar, pra que comecem a vir sem tanto esforço a mim, são coisas com as quais não estou acostumado.
- PRÁTICA DO DESAPEGO AO PASSADO: foi um dia que eu percebi que eu não conseguia largar do meu passado, e o quanto isso me atrapalhava. Então eu resolvi deixar a maioria das coisas pra trás mesmo, onde elas pertencem. Eu acho que é importante olhar pro passado, pra sempre lembrar do que já aconteceu e não cometer os mesmos erros, mas sem se prender a ele.
- PRÁTICA DO NÃO CHEGAR ATRASADO: eu sempre chego atrasado quando marco alguma coisa com alguém, acho isso chato pra kct. Não gosto de esperar então não vou fazer ficarem me esperando também -.- (Prática do Não Faça Com os Outros o Que Não Quer Que Façam Com Você que eu tenho desde sempre :3)
- PRÁTICA DO NÃO-STRESS: esse eu comecei duas semanas antes de tirar minhas férias. Eu me irrito demais com coisas muito pequenas e bobas, então eu decidi que não ia me estressar nesse período antes das férias. Depois que voltei, achei melhor continuar com essa prática.
- PRÁTICA DA SIMPLIFICAÇÃO DE VIDA: pois é, né.. Eu adoro complicar as coisas, mais do que ninguém. E isso é muito cansativo, então resolvi tentar simplificar tudo que puder. Ao contrário do que as pessoas que pensam simples dizem, não é TUDO que é assim, simples. Pensar dessa forma traz uma certa irresponsabilidade, do meu ponto de vista, mas também não tem necessidade de complicar tudo.
- PRÁTICA DA NÃO CRIAÇÃO DE EXPECTATIVAS: essa é a mais recente, depois de me dar conta de que eu fico criando expectativas que não existem e só quebro a minha cara. O problema é que não criar expectativas me deixa ansioso pra que as coisas aconteçam logo pra eu saber o que vai acontecer, que nos leva ao próximo item.
- PRÁTICA DA NÃO ANSIEDADE:auto-explicativa. O jeito é ter paciência e esperar as coisas acontecerem naturalmente (letra de pagodão \õ/). Até lá, não esquentar com isso (vide simplificar as coisas, etc).
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Para fechar um livro...
...quando eu era mais novo, entrando na minha adolescência, quando você começa a ter uma sensibilidade maior do mundo e que foi quando eu comecei a pensar tanto nas coisas, as pessoas reclamavam comigo que eu não me abria com ninguém,que eu guardava tudo pra mim.
Atendendo a pedidos eu aprendi a me abrir, a compartilhar o que se passa dentro da minha cabeça. E naquela época isso me fez muito bem. Com o tempo, isso acabou virando uma necessidade, ao ponto de que eu não consigo deixar de dizer as coisas que sinto. Sempre que preciso, procuro alguém pra desabafar. E isso me incomoda, porque eu tenho a impressão de que aborreço as pessoas, ou que só as procuro pra ficar choramingando, então eu tento me restringir, mas aí eu fico mal mesmo assim porque não tenho com quem falar.
Faz um bom tempo que eu tenho sentido falta da época que eu guardava as coisas (ou a maioria delas, pelo menos) só pra mim. Acho que eu incomodaria menos as pessoas e sem dúvida alguma eu não teria passado por metade das coisas que passei por não conseguir ficar de boca fechada. Perdi a conta de quantas vezes a necessidade falou mais alto do que o bom senso e eu tive que lidar com consequências indesejáveis, tudo isso pra pensar "devia ter ficado de boca fechada" dois minutos depois.
Nessas horas é melhor eu lembrar do porquê de eu ter criado esse blog: pra que eu possa falar o que eu quiser sem ter que me preocupar com outras pessoas.
Algumas vezes eu consigo selecionar as coisas que eu posso guardar e o que eu preciso botar pra fora, mas não tenho muita prática com isso, então acabo fazendo o que estou mais acostumado. Às vezes eu me sinto exposto demais por ser assim, e não gosto disso. Vide o que aconteceu sexta feira à noite. Talvez me fechar umpouco mais seja uma questão de necessidade, de auto-preservação.
Então tá na hora de começar o "praticando o fechamento de um livro e aprendendo a ficar de boca fechada"
(Qualquer dia vou escrever sobre as minhas práticas)
Atendendo a pedidos eu aprendi a me abrir, a compartilhar o que se passa dentro da minha cabeça. E naquela época isso me fez muito bem. Com o tempo, isso acabou virando uma necessidade, ao ponto de que eu não consigo deixar de dizer as coisas que sinto. Sempre que preciso, procuro alguém pra desabafar. E isso me incomoda, porque eu tenho a impressão de que aborreço as pessoas, ou que só as procuro pra ficar choramingando, então eu tento me restringir, mas aí eu fico mal mesmo assim porque não tenho com quem falar.
Faz um bom tempo que eu tenho sentido falta da época que eu guardava as coisas (ou a maioria delas, pelo menos) só pra mim. Acho que eu incomodaria menos as pessoas e sem dúvida alguma eu não teria passado por metade das coisas que passei por não conseguir ficar de boca fechada. Perdi a conta de quantas vezes a necessidade falou mais alto do que o bom senso e eu tive que lidar com consequências indesejáveis, tudo isso pra pensar "devia ter ficado de boca fechada" dois minutos depois.
Nessas horas é melhor eu lembrar do porquê de eu ter criado esse blog: pra que eu possa falar o que eu quiser sem ter que me preocupar com outras pessoas.
Algumas vezes eu consigo selecionar as coisas que eu posso guardar e o que eu preciso botar pra fora, mas não tenho muita prática com isso, então acabo fazendo o que estou mais acostumado. Às vezes eu me sinto exposto demais por ser assim, e não gosto disso. Vide o que aconteceu sexta feira à noite. Talvez me fechar umpouco mais seja uma questão de necessidade, de auto-preservação.
Então tá na hora de começar o "praticando o fechamento de um livro e aprendendo a ficar de boca fechada"
(Qualquer dia vou escrever sobre as minhas práticas)
domingo, 21 de setembro de 2008
Expectativas...
...sim, elas são o meu veneno.
Tô começando a achar que é impossível criar zero de expectativa em cima das coisas. E é tão difícil ser pé no chão e não ficar esperando certas coisas acontecerem. E mesmo quando eu consigo, isso só me gera ansiedade. Já que eu não posso ficar esperando por um determinado resultado, então que as coisas aconteçam logo pra eu saber o que vem pela frente, não é?
Eu tenho sido o meu pior inimigo nos últimos tempos. Esperando coisas que eu já sei que não devo esperar. Essas férias tiveram o seu ponto negativo. Ficar em casa me faz pensar demais em tanta coisa que não devo.
E eu fico lá, sonhando e olhando pro teto, tendo delírios tão convincentes que quando eu saio deles fico esperando a hora deles se tornarem realidade. Justo quando eu tava indo tão bem em manter os pés no chão.
A parte desesperadora é sentir que não tenho motivação nem força de vontade nenhuma de fazer algo pra reverter essa situação. Sinto que não tenho de onde tirar forças. Apenas querer resolver tudo isso parece não ser o suficiente. Eu percbo que sei o que tenho que fazer e parece tudo tão cansativo, que me falta vontade de me mover. Espero que voltar à rotina de trabalho mude isso, porque se me lembro bem, distrair a cabeça com os afazeres diários sempre me ajudou a me firmar.
E aquela velha história de ver certas coisas e ficar mal por causa delas. E quando eu olho pra trás, quando paro pra pensar nisso, onde está o motivo? Não sei, mas sei que estou me sentindo mal. Acho que podemos controlar nossa razão, mas não nossos sentimentos, não é?
Criar expectativas, pelo menos as que eu crio, esse mundo paralelo e idealizado que existe dentro da minha cabeça, é pedir pra se frustrar.
Mas o mais frustrante é que essas coisas que eu queria tanto podem nunca acontecer.
E todos esses sentimentos negativos, essas expectativas vazias estragam memórias que eu queria guardar com carinho. Isso me deixa muito triste. Tantas coisas boas que aconteceram ultimamente agora vão ficar manchadas por sentimentos que não deveriam estar dentro de mim.
São tantas coisas que eu queria dizer pra tantas pessoas. Algo que prometi pra mim mesmo que eu sempre faria. Mas foi uma promessa ingênua de épocas mais simples. A realidade é um pouco diferente, e eu não posso arcar com as consequências de dizer tudo que eu quero. Na verdade, o mais correto seria dizer que eu não quero.
Então que eu recupere minhas forças e minha motivação pra manter tudo isso sob controle, como vinha sendo de uns tempos pra cá.
Tô começando a achar que é impossível criar zero de expectativa em cima das coisas. E é tão difícil ser pé no chão e não ficar esperando certas coisas acontecerem. E mesmo quando eu consigo, isso só me gera ansiedade. Já que eu não posso ficar esperando por um determinado resultado, então que as coisas aconteçam logo pra eu saber o que vem pela frente, não é?
Eu tenho sido o meu pior inimigo nos últimos tempos. Esperando coisas que eu já sei que não devo esperar. Essas férias tiveram o seu ponto negativo. Ficar em casa me faz pensar demais em tanta coisa que não devo.
E eu fico lá, sonhando e olhando pro teto, tendo delírios tão convincentes que quando eu saio deles fico esperando a hora deles se tornarem realidade. Justo quando eu tava indo tão bem em manter os pés no chão.
A parte desesperadora é sentir que não tenho motivação nem força de vontade nenhuma de fazer algo pra reverter essa situação. Sinto que não tenho de onde tirar forças. Apenas querer resolver tudo isso parece não ser o suficiente. Eu percbo que sei o que tenho que fazer e parece tudo tão cansativo, que me falta vontade de me mover. Espero que voltar à rotina de trabalho mude isso, porque se me lembro bem, distrair a cabeça com os afazeres diários sempre me ajudou a me firmar.
E aquela velha história de ver certas coisas e ficar mal por causa delas. E quando eu olho pra trás, quando paro pra pensar nisso, onde está o motivo? Não sei, mas sei que estou me sentindo mal. Acho que podemos controlar nossa razão, mas não nossos sentimentos, não é?
Criar expectativas, pelo menos as que eu crio, esse mundo paralelo e idealizado que existe dentro da minha cabeça, é pedir pra se frustrar.
Mas o mais frustrante é que essas coisas que eu queria tanto podem nunca acontecer.
E todos esses sentimentos negativos, essas expectativas vazias estragam memórias que eu queria guardar com carinho. Isso me deixa muito triste. Tantas coisas boas que aconteceram ultimamente agora vão ficar manchadas por sentimentos que não deveriam estar dentro de mim.
São tantas coisas que eu queria dizer pra tantas pessoas. Algo que prometi pra mim mesmo que eu sempre faria. Mas foi uma promessa ingênua de épocas mais simples. A realidade é um pouco diferente, e eu não posso arcar com as consequências de dizer tudo que eu quero. Na verdade, o mais correto seria dizer que eu não quero.
Então que eu recupere minhas forças e minha motivação pra manter tudo isso sob controle, como vinha sendo de uns tempos pra cá.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Sonnet XVIII
Shall I compare thee to a summer's day?
Thou art more lovely and more temperate:
Rough winds do shake the darling buds of May,
And summer's lease hath all too short a date;
Sometime too hot the eye of heaven shines,
And often is his gold complexion dimm'd;
And every fair from fair sometime declines,
By chance or nature's changing course untrimm'd;
But thy eternal summer shall not fade,
Nor lose possession of that fair thou ow'st;
Nor shall Death brag thou wander'st in his shade,
When in eternal lines to time thou grow'st:
So long as men can breathe or eyes can see,
So long lives this, and this gives life to thee.
–William Shakespeare
Thou art more lovely and more temperate:
Rough winds do shake the darling buds of May,
And summer's lease hath all too short a date;
Sometime too hot the eye of heaven shines,
And often is his gold complexion dimm'd;
And every fair from fair sometime declines,
By chance or nature's changing course untrimm'd;
But thy eternal summer shall not fade,
Nor lose possession of that fair thou ow'st;
Nor shall Death brag thou wander'st in his shade,
When in eternal lines to time thou grow'st:
So long as men can breathe or eyes can see,
So long lives this, and this gives life to thee.
–William Shakespeare
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
"Ela fechava a porta do quarto enquanto nos preparávamos pra dormir. Vestia apenas uma longa e batida camiseta que lhe servira de camisola nos últimos anos. O perfume de seu sabonete já invadia o quarto e nublava os meus sentidos. Quando ela se virou, eu estava sentado na beira da cama. Nossos olhos se encontraram e nos fitamos por um instante silencioso. Ela conhecia aquele meu olhar. Conhecia aqueles olhos de filhotinho abandonado implorando por um toque quente e acolhedor, sabia o que eu queria, o que eu precisava. Sem dizer nada, ela apenas sorriu em consenso, e se dirigiu à nossa cama. Passou por cima de mim e se aconchegou do meu lado. Deitou com sua barriga pra cima como se estivesse dizendo estar pronta para dar o que eu queria. Então me virei pro seu lado e repousei meu rosto em seu seio. Fechei meus olhos e tudo começou a desaparecer. Minha mente se esvaziara, já não pensava mais nos problemas corriqueiros do cotidiano, não me preocupava mais. Já não tinha mais importância. Então senti o toque delicado de seus dedos em meu rosto, me acariciando com toda a ternura de sua pele macia. Cada toque seu enviava uma onda de eletricidade por todo o meu corpo, criando a sensação de que eu estava flutuando. Foi nesse instante em que eu adormeci, tão próximo de seu coração, protegido pelos seus toques gentis e carinhosos."
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Kids Will Be Kids...
...ontem à noite eu tava assistindo LA Ink. No episódio, a Kat ia receber a visita do pai dela, e por conta disso, estava muito nervosa. Era a primeira vez que ele ia visitar a loja dela.
Em uma parte do programa, estavam os dois sentados em um café conversando, e a Kat dizendo que tudo era muito difícil e era muita responsabilidade, e o pai dela, consolando e dand conselhos e palavras de conforto.
O que eu achei engraçado nisso tudo é que durante toda essa conversa deles, ela me pareceu uma menininha assustada.
Acho engraçado, né... podemos nos tornar adultos, criar famílias, ter todas as nossas responsabilidades, mas perto de nossos pais (e provavelmente sob os olhos deles) sempre seremos crianças.
Em uma parte do programa, estavam os dois sentados em um café conversando, e a Kat dizendo que tudo era muito difícil e era muita responsabilidade, e o pai dela, consolando e dand conselhos e palavras de conforto.
O que eu achei engraçado nisso tudo é que durante toda essa conversa deles, ela me pareceu uma menininha assustada.
Acho engraçado, né... podemos nos tornar adultos, criar famílias, ter todas as nossas responsabilidades, mas perto de nossos pais (e provavelmente sob os olhos deles) sempre seremos crianças.
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