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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Good Ol' Times...

..ontem eu tive a oportunidade de assistir na faculdade um filme de Charles Chaplin chamado Modern Times (Tempos Modernos) de 1936. O começo do filme era bem relevante à matéria que estávamos estudando, e retratava a vida dos operários em plena Revolução Industrial e mostra claramente o Taylorismo tão forte na época.

Mas não foi o teor pedagógico que me fascinou, embora tenha sido proveitoso. Fiquei de queixo caído com a genialidade de Chaplin. Claro que nessa época os filmes eram quase mudos, e um ator precisava passar todos os sentimentos de outras formas, com expressões corporais e faciais, e Chaplin fazia isso perfeitamente. Me impressionou o modo como ele conseguia deixar bem claro o que o personagem pensava ou sentia em cada cena. É realmente uma arte perdida.

Sempre dizia a mim mesmo que não se fazem mais filmes como antigamente, e definitivamente isso ficou mais forte depois da aula. Tanta tecnologia disponível, tantos efeitos que enchem nossos olhos, e quando nos deparamos com algo mais simples, ficamos muito mais emocionados, porque a forma de contar uma história ou de passar uma emoção é completamente diferente. É mais humana, mais próxima do real. Os filmes não têm mais o mesmo requinte, aquela sensação de elegância, de Old School Hollywood. E por isso os filmes clássicos sempre exerceram um certo fascínio em mim, mas nunca alimentei muito isso. Apenas me limitava a assisti-los quando tinha oportunidade. Me lembro da única vez que fui ao Noitão HSBC, e o filme que eu mais gostei foi um preto e branco da Carmem Miranda e Groucho Marx. Era uma comédia pastelão daquelas que não se vê mais hoje em dia, e que entretêm muito mais do que qualquer filme atual.

Precebi que eu tenho uma tendência a gostar desse tipo de filme, e depois de ontem resolvi alimentar um pouco mais esse hobby. Quero incluir alguns desses filmes na minha eterna coleção de DVDs e escolher mais alguns clássicos pra assistir. E também, assim que puder, quero voltar no Noitão HSBC, vai que eu dou sorte de novo...

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Krueger, Vorhees & Myers

Ontem eu assisti a refilmagem de Halloween de 2007 (que até hoje não chegou no Brasil, um absurdo), dirigida pelo Rob Zombie.

Eu sou fanático pela santíssima trindade de filmes de terror dos anos 80. Eu acho que isso começou porque quando eu era criança, minhas primas (que são minhas irmãs mais velhas) não deixavam eu assistir A Hora do Pesadelo. Eu devo ter criado então algum fascínio por esse tipo de filme, porque eu queria ver o que estavam me proibindo.

Então, assim que me livrei das garras pérfidas e opressoras de minhas primas, eu tratei de passar na locadora perto de casa e comecei a alugar toda a série do Sexta Feira 13. Depois veio Halloween e A Hora do Pesadelo.

Nos anos 80 teve um boom de filmes de terror sangrentos com mortes espalhafatosas, os chamados filmes de terror slash. Era muito comum encontrar esse tipo de filme em qualquer locadora de bairro. Tinha até mesmo coisas absurdas como A Camisinha Assassina, Geladeira Assassina, Elevador Assassino. Mesmo assim, era muito difícil separar aqueles que tinham qualidade, e de todos esses apenas 3 fizeram história.

O terror hoje em dia mudou. Ver sangue e degolações não assusta mais as pessoas. Pra alguns é até motivo de riso. Hoje sabemos que não existe um super serial killer que não morre de jeito nenhum, com força sobre-humana e que tem todo o tempo do mundo pra fazer o que quer com sua vítima. Hoje o que assusta é o intangível, o que não pode ser visto. É um terror psicológico.

Mesmo assim, as pessoas que gritavam de medo nos anos 80 cresceram e sentem saudades de sua época. Por isso houve um boom de refilmagens de filmes que foram sucesso na década de 80. Começou com My Bloody Valentine (Dia dos Namorados Sangrento, que por sinal foi meu primeiro date com a Carol), depois veio Halloween na visão de Rob Zombie, e Sexta Feira 13. Além disso, ouvi dizer pelas internets que estão começando a produzir um remake de Nightmare on Elm Street.

Sobre as refilmagens, posso dizer que My Bloody Valentine não fez jus à seu passado. O filme original era muito mais interessante. Não tenho muito o que acrescentar, mas a história foi mal explorada. Sexta Feira 13 realmente merecia um novo começo, pois o primeiro filme da série original era péssimo. O assassino nem era o Jason e foi muito frustrante descobrir isso no final do filme. Na refilmagem felizmente eles corrigiram isso, mesmo tendo mudado um pouco do background da história. Halloween está muito bom, mas acho que isso se deve mais à visão deturpada do diretor Rob Zombie. O filme está muito mais sujo e violento do que o original, mas teve algumas mudanças canônicas que podem desagradar os fãs, como eu, por exemplo. Mas nem de longe é um filme ruim, e faz jus à série. O segundo filme já está sendo produzido.

Os assassinos também são muito diferentes. Freddy é um cretino sádico e vingativo. Suas piadinhas durante os assassinatos fazem a gente rir e quebram um pouco da tensão e da violência, mas também dão a entender que sua mente distorcida sente prazer em fazer o que ele está fazendo. Seu grande diferencial é que ele ataca onde ninguém pode fazer nada. Ele é teoricamente imortal, pois está dentro da cabeça das pessoas. Isso torna seu poder ilimitado, de certa forma. São nos sonhos que podemos fazer o que queremos e ser o que queremos, e isso vale pra ele também. Freddy sempre soube usar isso muito bem.

Jason já assusta por ser um monstro demente que não tem freios mentais. Tem uma estatura e força sobre-humana e o único sentimento que conhece é a dor. Sua vida inteira foi assim. Ele é basicamente um cara grande que só sabe matar e que é difícil de ser impedido. Isso pode ser um pouco assustador se você se colocar na situação de uma de suas vítimas. Este já não é tão criativo nas mortes, mas é bem mais violento. Jason é um assassino sem rosto, que faz você pensar o que está acontecendo por baixo daquela máscara durante os assassinatos.

Michael Myers é de longe o meu preferido entre os três. Este sim é verdadeiramente psicótico. Não é movido por vingança como o Freddy, nem por demência como o Jason. Ele é uma pessoa ruim mesmo, é de sua natureza. Na série nova, sua psicose é explicada tanto por uma tendência à crueldade quanto à fatores externos (ele foi criado em uma família desfuncional e violenta). Isso o tornou um serial killer comum, e tirou um pouco de sua graça. Mas na série original, ele é simplesmente um assassino nato. No primeiro filme, ele assassina sua irmã sem motivo aparente, apenas pelo ato. É isso que o leva à Instituição do Dr. Loomis.

O que mais me assusta em Myers é que ele tem um rosto. Um rosto humano que permanece inexpressivo durante suas matanças. Freddy possui um rosto humano, mas deformado, que o descaracteriza um pouco como pessoa e o coloca mais como um monstro. Jason tem sua máscara e uma estatura fora do padrão, que serve o mesmo propósito. Já Myers, ele tem o tamanho de um homem normal, a mesma estatura, e sua máscara é de um tosto humano sem expressão. O que suas vítimas vêem é justamente isso: um assassino de rosto e forma humana que permanece inexpressivo enquanto comete seus assassinatos. E creio que isso pode ser mais assustador do que lidar com uma criatura de feições monstruosas.

Ele é, essencialmente, uma pessoa normal. Não tem uma aparência monstruosa. Myers é mais assustador justamente por causa disso. É uma pessoa comum, que pode ser qualquer pessoa. Pode ser seu vizinho, aquele cara do outro lado da rua ou seu irmão.

Ou pode ser eu... *insira olhar assustador psicopata aqui*