..ontem eu tive a oportunidade de assistir na faculdade um filme de Charles Chaplin chamado Modern Times (Tempos Modernos) de 1936. O começo do filme era bem relevante à matéria que estávamos estudando, e retratava a vida dos operários em plena Revolução Industrial e mostra claramente o Taylorismo tão forte na época.
Mas não foi o teor pedagógico que me fascinou, embora tenha sido proveitoso. Fiquei de queixo caído com a genialidade de Chaplin. Claro que nessa época os filmes eram quase mudos, e um ator precisava passar todos os sentimentos de outras formas, com expressões corporais e faciais, e Chaplin fazia isso perfeitamente. Me impressionou o modo como ele conseguia deixar bem claro o que o personagem pensava ou sentia em cada cena. É realmente uma arte perdida.
Sempre dizia a mim mesmo que não se fazem mais filmes como antigamente, e definitivamente isso ficou mais forte depois da aula. Tanta tecnologia disponível, tantos efeitos que enchem nossos olhos, e quando nos deparamos com algo mais simples, ficamos muito mais emocionados, porque a forma de contar uma história ou de passar uma emoção é completamente diferente. É mais humana, mais próxima do real. Os filmes não têm mais o mesmo requinte, aquela sensação de elegância, de Old School Hollywood. E por isso os filmes clássicos sempre exerceram um certo fascínio em mim, mas nunca alimentei muito isso. Apenas me limitava a assisti-los quando tinha oportunidade. Me lembro da única vez que fui ao Noitão HSBC, e o filme que eu mais gostei foi um preto e branco da Carmem Miranda e Groucho Marx. Era uma comédia pastelão daquelas que não se vê mais hoje em dia, e que entretêm muito mais do que qualquer filme atual.
Precebi que eu tenho uma tendência a gostar desse tipo de filme, e depois de ontem resolvi alimentar um pouco mais esse hobby. Quero incluir alguns desses filmes na minha eterna coleção de DVDs e escolher mais alguns clássicos pra assistir. E também, assim que puder, quero voltar no Noitão HSBC, vai que eu dou sorte de novo...
terça-feira, 29 de setembro de 2009
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Simple Times...
...esses dias recebi um e-mail da Carol com aqueles questionários que também são comuns em fotologs, daqueles que você responde perguntas pessoais. Uma das perguntas era "do que você sente saudades". Percebi que meu instinto foi responder "de tempos mais simples".
De fato, não é incomum que eu sinta falta da época em que a minha única preocupação era como ia passar minha tarde. Minhas únicas responsabilidades eram 2 ou 3 trabalhos do colégio, ir pro inglês às segundas e quartas (que pra falar a verdade, eu sempre gostei, nunca vi como obrigação) e academia todos os dias em algumas épocas. Tudo era mais simples, mais divertido, com menos responsabilidades. Era uma época mais fácil.
Mas quando parei pra pensar melhor no assunto, percebo que agora tenho coisas que nunca poderia ter naqueles tempos mais simples. São certos privilégios de ser adulto. E eu não conseguiria abrir mão destes privilégios.
Não acho que dá pra dizer que eu gostaria de voltar àqueles tempos. Não por completo. Eu acho que seria mais adequado se pudesse ser uma fuga. Se eu pudesse ir pra lá quando cansasse desse mundo adulto tão cansativo e estressante, quando eu só quisesse respirar um pouco. E aí eu poderia voltar pra realidade quando quisesse, quando sentisse falta de certas coisas que cabem somente aos adultos.
Acho que uma das ironias da vida é que quando a gente é mais novo, ficamos ansiosos esperando logo pelos 18 anos, pra que que a gente possa desfrutar desses tais privilégios exclusivos. E quando acontece, as coisas começam a passar tão rápido que você mal vê, mal consegue acompanhar. E muitas vezes é uma mudança muito drástica, muito rápida. Muitas vezes a gente nem vê o que nos atropelou.
E nessas horas nós nos cansamos e pedimos de volta aqueles tempos em que não tínhamos preocupações.
De fato, não é incomum que eu sinta falta da época em que a minha única preocupação era como ia passar minha tarde. Minhas únicas responsabilidades eram 2 ou 3 trabalhos do colégio, ir pro inglês às segundas e quartas (que pra falar a verdade, eu sempre gostei, nunca vi como obrigação) e academia todos os dias em algumas épocas. Tudo era mais simples, mais divertido, com menos responsabilidades. Era uma época mais fácil.
Mas quando parei pra pensar melhor no assunto, percebo que agora tenho coisas que nunca poderia ter naqueles tempos mais simples. São certos privilégios de ser adulto. E eu não conseguiria abrir mão destes privilégios.
Não acho que dá pra dizer que eu gostaria de voltar àqueles tempos. Não por completo. Eu acho que seria mais adequado se pudesse ser uma fuga. Se eu pudesse ir pra lá quando cansasse desse mundo adulto tão cansativo e estressante, quando eu só quisesse respirar um pouco. E aí eu poderia voltar pra realidade quando quisesse, quando sentisse falta de certas coisas que cabem somente aos adultos.
Acho que uma das ironias da vida é que quando a gente é mais novo, ficamos ansiosos esperando logo pelos 18 anos, pra que que a gente possa desfrutar desses tais privilégios exclusivos. E quando acontece, as coisas começam a passar tão rápido que você mal vê, mal consegue acompanhar. E muitas vezes é uma mudança muito drástica, muito rápida. Muitas vezes a gente nem vê o que nos atropelou.
E nessas horas nós nos cansamos e pedimos de volta aqueles tempos em que não tínhamos preocupações.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
La Tortura...
...eu sei que às vezes a gente magoa as pessoas que não queremos sem querer. Às vezes são cadeias de eventos que fogem do nosso controle e que trazem consequências. São atos involuntários que simplesmente acontecem.
Por mais que você se arrependa, mostre que mudou, peça desculpas ou qualquer coisa que você ache que tem que fazer pra se redimir, os sentimentos não se vão de uma hora pra outra. Sempre tem um período de tempo entre 'estar tudo absolutamente bem' e 'ainda não tá tudo bem mas tá começando a ficar'.
Eu sempre encaro esse período de tempo como um castigo, uma punição merecida por ter feito qualquer coisa que você tenha feito. Porque quando se gosta demais de alguém, esse tal desse período de transição é incômodo. É uma lembrança constante de que você fez algo que machucou alguém que você gosta muito. Acho que pode ser chamado de 'peso na consciência'.
Eu encaro isso como justiça também. Afinal, se você fez alguma coisa, nada mais justo do que você sentir algo tão incômodo de volta, não é?
Então quando acontece comigo, eu só abaixo a cabeça e calo a boca.
Por mais que você se arrependa, mostre que mudou, peça desculpas ou qualquer coisa que você ache que tem que fazer pra se redimir, os sentimentos não se vão de uma hora pra outra. Sempre tem um período de tempo entre 'estar tudo absolutamente bem' e 'ainda não tá tudo bem mas tá começando a ficar'.
Eu sempre encaro esse período de tempo como um castigo, uma punição merecida por ter feito qualquer coisa que você tenha feito. Porque quando se gosta demais de alguém, esse tal desse período de transição é incômodo. É uma lembrança constante de que você fez algo que machucou alguém que você gosta muito. Acho que pode ser chamado de 'peso na consciência'.
Eu encaro isso como justiça também. Afinal, se você fez alguma coisa, nada mais justo do que você sentir algo tão incômodo de volta, não é?
Então quando acontece comigo, eu só abaixo a cabeça e calo a boca.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
The Game...
...World of Warcraft tá tomando todo o meu tempo livre pra jogos. Faz um bom tempo que meu PS2 e o DS tão parados, sem eu jogar sério neles.
Como sempre desconfiei, assim que eu desse um pouco mais de atenção pro WoW eu ia viciar. Isso porque jogo em um server private, que é muito frustrante cheio de quests bugadas, players com itens de donators apelões, lags, disconnects, rollbacks, enfim, tudo que qualquer server private de qualquer jogo tem. Mas pelo menos esse não é dos piores privates que eu vi, e até que dá pra conhecer alguma coisa. Dá pra aprender um pouco sobre a mecânica do jogo e os recursos. E eu que sou sucker por historinhas e lore fico besta com um monte de coisa da história do universo de Warcraft que tem no jogo. Aliás essa é praticamente a única motivação que eu tenho pra jogar WoW. Gosto de ficar fazendo quests e explorando os territórios, acho que eu cairia bem em um server Roleplay.
Eu tava pronto pra comprar a CD-Key do retail logo em Agosto, e aí me caiu a ficha que vou começar a faculdade e vou ter praticamente zero de tempo pra jogar. Em teoria, só teria sexta e sábado de madrugada, então não sei se compensa o investimento. Mas a vontade é enorme. O engraçado é que jogar Wow puxa de volta minha vontade de jogar Warcraft 3.
Esses dias também acabei descobrindo que a versão americana de Shin Megami Tensei pro DS (Shin Megami Tensei: Devil Survivor) já tinha saído. Baixei na mesma hora e assim que liguei o DS foi paixão instantânea. Até agora a minha experiência com os games da série foram com Persona 3 e 4, mas pra mim foram experiências intensas. Como eu sempre digo, eu gosto de games por causa das histórias. Tendo uma história foda, eu até engulo uma jogabilidade ou gráficos ruins (que na verdade nem é o caso dos Persona). Persona 3 e 4 me impressionaram pela densidade do enredo. Não é como se fosse uma história muito complexa e cheia de reviravoltas, mas é muito bem escrita e sempre toca em assuntos polêmicos.
Devil Surivor começa do mesmo jeito. As coisas mudam do normal pro bizarro em um piscar de olhos. Esse jogo em particular está lindo, com gráficos e sons muito bem trabalhados, embora o estilo do design dos personagens tenha mudado muito. Toda vez que toco no DS e começo a jogar, é meio irresistível, não dá pra parar. Os enredos de Megami Tensei sempre me prendem. Preciso voltar a jogar o 4 e terminar também, aleém de dar uma olhada nos outros jogos da série. Tô pensando em buscar os antigos de PSX também.
E os meus Heroes em qualquer jogo de Megami Tensei sempre sem chamam Oishi Kun, porque nunca cabe Mr. Delicious.
Tem me dado vontade de voltar a jogar Apollo Justice também. Eu só comecei, não passei nem do primeiro caso, mas o acusado desse caso já me fez cair o queixo. Tem uma conhecida fazendo um cosplay de uma das personagens e ver ela falando disso o tempo todo me fez ter vontade de voltar a jogar. Além do mais, logo logo vai ter Ace Prosecutor: Miles Edgeworth pra jogar também.
No campo da jogatina comunitária, eu e a Déia avançamos um pouquinho mais em Silent Hill 4. Ô joguinho de merda filho da puta do caralho. Se não fosse pela história que eu sei que vale a pena, já tinha virado frisbee. Jogo muito mal feito e desbalanceado. O jogo te obriga a enfrentar os monstros. Se você tentar correr, não vai sair de graça, eles sempre vão levar um pedaço de você junto. Parece que a equipe da Konami responsável pelo jogo não tava muito familiarizada com o conceito de SURVIVAL HORROR.
Mas tudo bem, a última jogatina não foi um poço de stress porque eu não resisti e começamos a jogar Silent Hill Origins também. Esse sim eu tô gostando. Pra começar a história parece ser bem interessante, e mostra o que acontece antes do primeiro jogo. O novo sistema de armas com durabilidade é frustrante por um lado, mas por outro até que diverte. Sem contar que é divertido pra caralho enfiar uma TV velha na cabeça de uma Nurse.
Agora só falta um Xbox 360 pra jogar Silent Hill Homecoming e lançarem o remake epic de SH 1 pra PS2.
Fora isso, preciso terminar o que tá inacabado: Final Fantasy XII e The World Ends With You.
Nota mental: Lembrar de baixar as trilhas de The World Ends With You, Phoenix Wright e Persona 4
Como sempre desconfiei, assim que eu desse um pouco mais de atenção pro WoW eu ia viciar. Isso porque jogo em um server private, que é muito frustrante cheio de quests bugadas, players com itens de donators apelões, lags, disconnects, rollbacks, enfim, tudo que qualquer server private de qualquer jogo tem. Mas pelo menos esse não é dos piores privates que eu vi, e até que dá pra conhecer alguma coisa. Dá pra aprender um pouco sobre a mecânica do jogo e os recursos. E eu que sou sucker por historinhas e lore fico besta com um monte de coisa da história do universo de Warcraft que tem no jogo. Aliás essa é praticamente a única motivação que eu tenho pra jogar WoW. Gosto de ficar fazendo quests e explorando os territórios, acho que eu cairia bem em um server Roleplay.
Eu tava pronto pra comprar a CD-Key do retail logo em Agosto, e aí me caiu a ficha que vou começar a faculdade e vou ter praticamente zero de tempo pra jogar. Em teoria, só teria sexta e sábado de madrugada, então não sei se compensa o investimento. Mas a vontade é enorme. O engraçado é que jogar Wow puxa de volta minha vontade de jogar Warcraft 3.
Esses dias também acabei descobrindo que a versão americana de Shin Megami Tensei pro DS (Shin Megami Tensei: Devil Survivor) já tinha saído. Baixei na mesma hora e assim que liguei o DS foi paixão instantânea. Até agora a minha experiência com os games da série foram com Persona 3 e 4, mas pra mim foram experiências intensas. Como eu sempre digo, eu gosto de games por causa das histórias. Tendo uma história foda, eu até engulo uma jogabilidade ou gráficos ruins (que na verdade nem é o caso dos Persona). Persona 3 e 4 me impressionaram pela densidade do enredo. Não é como se fosse uma história muito complexa e cheia de reviravoltas, mas é muito bem escrita e sempre toca em assuntos polêmicos.
Devil Surivor começa do mesmo jeito. As coisas mudam do normal pro bizarro em um piscar de olhos. Esse jogo em particular está lindo, com gráficos e sons muito bem trabalhados, embora o estilo do design dos personagens tenha mudado muito. Toda vez que toco no DS e começo a jogar, é meio irresistível, não dá pra parar. Os enredos de Megami Tensei sempre me prendem. Preciso voltar a jogar o 4 e terminar também, aleém de dar uma olhada nos outros jogos da série. Tô pensando em buscar os antigos de PSX também.
E os meus Heroes em qualquer jogo de Megami Tensei sempre sem chamam Oishi Kun, porque nunca cabe Mr. Delicious.
Tem me dado vontade de voltar a jogar Apollo Justice também. Eu só comecei, não passei nem do primeiro caso, mas o acusado desse caso já me fez cair o queixo. Tem uma conhecida fazendo um cosplay de uma das personagens e ver ela falando disso o tempo todo me fez ter vontade de voltar a jogar. Além do mais, logo logo vai ter Ace Prosecutor: Miles Edgeworth pra jogar também.
No campo da jogatina comunitária, eu e a Déia avançamos um pouquinho mais em Silent Hill 4. Ô joguinho de merda filho da puta do caralho. Se não fosse pela história que eu sei que vale a pena, já tinha virado frisbee. Jogo muito mal feito e desbalanceado. O jogo te obriga a enfrentar os monstros. Se você tentar correr, não vai sair de graça, eles sempre vão levar um pedaço de você junto. Parece que a equipe da Konami responsável pelo jogo não tava muito familiarizada com o conceito de SURVIVAL HORROR.
Mas tudo bem, a última jogatina não foi um poço de stress porque eu não resisti e começamos a jogar Silent Hill Origins também. Esse sim eu tô gostando. Pra começar a história parece ser bem interessante, e mostra o que acontece antes do primeiro jogo. O novo sistema de armas com durabilidade é frustrante por um lado, mas por outro até que diverte. Sem contar que é divertido pra caralho enfiar uma TV velha na cabeça de uma Nurse.
Agora só falta um Xbox 360 pra jogar Silent Hill Homecoming e lançarem o remake epic de SH 1 pra PS2.
Fora isso, preciso terminar o que tá inacabado: Final Fantasy XII e The World Ends With You.
Nota mental: Lembrar de baixar as trilhas de The World Ends With You, Phoenix Wright e Persona 4
segunda-feira, 20 de julho de 2009
"Acordei com os primeiros raios do dia. Me levantei ainda entorpecido pelo sono, e olhei pra ela deitada ao meu lado. Eu já sentia frio, não tinha mais o calor do seu corpo me esquentando. Ela estava nua, com apenas uma parte de seu corpo coberta. Seus cabelos longos e negros estavam espalhados pela cama. Fiquei a observando por alguns segundos, pensando que aquela cena era digna de uma pintura, um daqueles quadros clássicos de algum pintor europeu. Tinha algo sensual no jeito que seus lábios vermelhos e carnudos estavam entreabertos. Seu rosto estava sereno, mas cansado, e seu sono era pesado. Provavelmente por conta da noite anterior. Sua franja estava caída sobre seu olho, do jeito que eu sempre gostei. Acho que essa franja foi um dos motivos por eu ter me apaixonado, tinha um charme único. Era como eu sempre me lembrava dela, com a franja caída sobre seu olho.
Um sorriso me escapou quando comecei a lembrar de nossa última noite. Provavelmente eu nunca vá esquecer. Provavelmente foi naquele momento em que eu percebi que eu queria ter essa visão todos os dias. Que seria errado eu não ter o seu calor e o toque de sua pele ao meu lado sempre que eu quisesse, o seu cheiro impregnado nas minhas roupas e os seus cabelos espalhados pelo meu corpo. Ela já tinha me deixado viciado, e eu nem percebi.
O frio voltava a me agredir. Sentia algo quase magnético vindo dela, como um convite silencioso pra eu me juntar a ela e me esquentar, pra eu saborear o encaixe perfeito de nossos corpos. Era um convite irrecusável, e eu não queria recusar."
Um sorriso me escapou quando comecei a lembrar de nossa última noite. Provavelmente eu nunca vá esquecer. Provavelmente foi naquele momento em que eu percebi que eu queria ter essa visão todos os dias. Que seria errado eu não ter o seu calor e o toque de sua pele ao meu lado sempre que eu quisesse, o seu cheiro impregnado nas minhas roupas e os seus cabelos espalhados pelo meu corpo. Ela já tinha me deixado viciado, e eu nem percebi.
O frio voltava a me agredir. Sentia algo quase magnético vindo dela, como um convite silencioso pra eu me juntar a ela e me esquentar, pra eu saborear o encaixe perfeito de nossos corpos. Era um convite irrecusável, e eu não queria recusar."
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Internet: Serious Business...
...fiquei acompanhando via internet esse acontecimento do Ashton Kutcher com o movimento #forasarney e não pude deixar de sentir vergonha pelas subcelebridades brasileiras (e brasileiros acéfalos em geral).
O resumo do que aconteceu é o seguinte: durante o jogo Brasil x EUA, enquanto os EUA estavam na frente por 2x0 o Ashton Kutcher ficou tirando uma com os brasileiros via twitter. Como todos sabemos, o Brasil virou o jogo e foi campeão, e o coitado foi floodado por um monte de #chupa. O cara levou tão de boa que até entrou na brincadeira e ele mesmo mandou um Chupa! em seu twitter. Mas acontece que o perfil do Ashton é um dos mais populares do twitter, e depois que ele fez isso, o tal do #chupa entrou rapidinho nos trending topics.
Certo.
Vendo isso, alguém chegou à brilhante conclusão de que se o Ashton twitasse #forasarney ia entrar nos trending também, porque afinal, né, foi o Ashton que disse, e tudo que ele twita vira trending e vai fazer uma diferença enorme na vida política brasileira. Porque todos sabemos que se o #forasarney entrasse nos treding nossa vida ia mudar um absurdo e tudo ia dar certo. Porque sabemos que os políticos acompanham o twitter...
Mas enfim, começaram a insistir pro Ashton postar isso, e a coisa chegou num ponto em que Junior Lima, Marcos Mion e outros foram chorar pro coitado e disseram coisas que, na minha opinião, são humilhantes, do tipo "nós precisamos de você!"
Acabou que eles e todos os brasileiros que ficaram torrando o cara levaram um owned. Ashton disse, "Aos meus amigos brasileiros: só vocês têm o poder de impedir o seu senador corrupto. Eu não tenho voto" (eu vi esse twit dele, kekeke).
Pra começar, desde quando nossos problemas políticos são problema de um ator americano? E depois brasileiro reclama que tem má fama na internet. Faz por merecer mesmo. Uma coisa é brincar com um cara por causa de futebol. Afinal, todo mundo sabe que a dinâmica do esporte é assim: meu time ganha do seu e eu tiro um sarro. Como alguém chegou à brilhante conclusão de que se o tópico entrasse nos trending ia mudar alguma coisa, me fascina.
Brasileiro tem má fama na internet porque é burro e mal educado (existem as exceções). Vide um imbecil chamado Bruno Gagliasso que tem mais de 10 mil seguidores e posta o número do próprio celular. Culpa da maldita inclusão digital.
Isso tudo me deixou impressionado com a imbecilidade dessas subcelebridades brasileiras e do povo. Sério, dá vergonha. Sem contar que essa modinha de "vamos spammear #qualquercoisaidiota pra entrar nos trending é ridícula, uma infantilidade sem tamanho. Parece um monte de pessoinha de 12 anos usando a internet ( http://img9.imageshack.us/i/estoyusandoelinternet.jpg/ ). Queria mesmo entender qual a finalidade disso. Aparecer? Tem jeitos melhores. Mostrar o poder da Internet? Parabéns, você saiu debaixo da sua pedra agora.
Pra mim só prova que internet não é pra todos.
O resumo do que aconteceu é o seguinte: durante o jogo Brasil x EUA, enquanto os EUA estavam na frente por 2x0 o Ashton Kutcher ficou tirando uma com os brasileiros via twitter. Como todos sabemos, o Brasil virou o jogo e foi campeão, e o coitado foi floodado por um monte de #chupa. O cara levou tão de boa que até entrou na brincadeira e ele mesmo mandou um Chupa! em seu twitter. Mas acontece que o perfil do Ashton é um dos mais populares do twitter, e depois que ele fez isso, o tal do #chupa entrou rapidinho nos trending topics.
Certo.
Vendo isso, alguém chegou à brilhante conclusão de que se o Ashton twitasse #forasarney ia entrar nos trending também, porque afinal, né, foi o Ashton que disse, e tudo que ele twita vira trending e vai fazer uma diferença enorme na vida política brasileira. Porque todos sabemos que se o #forasarney entrasse nos treding nossa vida ia mudar um absurdo e tudo ia dar certo. Porque sabemos que os políticos acompanham o twitter...
Mas enfim, começaram a insistir pro Ashton postar isso, e a coisa chegou num ponto em que Junior Lima, Marcos Mion e outros foram chorar pro coitado e disseram coisas que, na minha opinião, são humilhantes, do tipo "nós precisamos de você!"
Acabou que eles e todos os brasileiros que ficaram torrando o cara levaram um owned. Ashton disse, "Aos meus amigos brasileiros: só vocês têm o poder de impedir o seu senador corrupto. Eu não tenho voto" (eu vi esse twit dele, kekeke).
Pra começar, desde quando nossos problemas políticos são problema de um ator americano? E depois brasileiro reclama que tem má fama na internet. Faz por merecer mesmo. Uma coisa é brincar com um cara por causa de futebol. Afinal, todo mundo sabe que a dinâmica do esporte é assim: meu time ganha do seu e eu tiro um sarro. Como alguém chegou à brilhante conclusão de que se o tópico entrasse nos trending ia mudar alguma coisa, me fascina.
Brasileiro tem má fama na internet porque é burro e mal educado (existem as exceções). Vide um imbecil chamado Bruno Gagliasso que tem mais de 10 mil seguidores e posta o número do próprio celular. Culpa da maldita inclusão digital.
Isso tudo me deixou impressionado com a imbecilidade dessas subcelebridades brasileiras e do povo. Sério, dá vergonha. Sem contar que essa modinha de "vamos spammear #qualquercoisaidiota pra entrar nos trending é ridícula, uma infantilidade sem tamanho. Parece um monte de pessoinha de 12 anos usando a internet ( http://img9.imageshack.us/i/estoyusandoelinternet.jpg/ ). Queria mesmo entender qual a finalidade disso. Aparecer? Tem jeitos melhores. Mostrar o poder da Internet? Parabéns, você saiu debaixo da sua pedra agora.
Pra mim só prova que internet não é pra todos.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Educação Musical...
...todo mundo acaba tendo um pouco de influência músical vinda dos pais.Somos forçados desde cedo a ouvir as músicas que nossos pais gostam.
Felizmente, nem sempre o exemplo serve pra mostrar o que devemos ouvir. Se fosse assim, eu seria um fanzaço de Roberto Carlos, que meu pai adorava.
Minha eduação musical veio da minha mãe mesmo. Cresci ouvindo Queen, Johnny Rivers, Tina Turner. Pode não agradar a todos, mas eu acabei gostando. Também cresci nos anos 80, e fui adolescente nos anos 90. Hoje em dia tem toda uma cultura por trás das músicas dessa época, com programas de rádio e baladas especializadas.
Por causa da minha mãe também gosto muito de músicas dos anos 50 e 60 e big bands, mas essas são muito mais difíceis de encontrar porque não conheço muitos nomes. Mas sempre dou um jeitinho de encontrar alguma coisa.
No final da adolescência quem influenciou meu gosto musical foi meu primo, e foi quando comecei a ouvir rock. Antes eu só ouvia dance e techno, e até pagode um tempo atrás.
Hoje em dia não tenho um gosto tão definido. Tenho uma preferência maior pelo rock, mas não me limito a isso. Escuto o que me parecer agradável.
Felizmente, nem sempre o exemplo serve pra mostrar o que devemos ouvir. Se fosse assim, eu seria um fanzaço de Roberto Carlos, que meu pai adorava.
Minha eduação musical veio da minha mãe mesmo. Cresci ouvindo Queen, Johnny Rivers, Tina Turner. Pode não agradar a todos, mas eu acabei gostando. Também cresci nos anos 80, e fui adolescente nos anos 90. Hoje em dia tem toda uma cultura por trás das músicas dessa época, com programas de rádio e baladas especializadas.
Por causa da minha mãe também gosto muito de músicas dos anos 50 e 60 e big bands, mas essas são muito mais difíceis de encontrar porque não conheço muitos nomes. Mas sempre dou um jeitinho de encontrar alguma coisa.
No final da adolescência quem influenciou meu gosto musical foi meu primo, e foi quando comecei a ouvir rock. Antes eu só ouvia dance e techno, e até pagode um tempo atrás.
Hoje em dia não tenho um gosto tão definido. Tenho uma preferência maior pelo rock, mas não me limito a isso. Escuto o que me parecer agradável.
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